O que são supernovas?
A explosão ocorrida pelo fim da
vida de uma estrela super gigante, com aproximadamente 10 vezes a massa do Sol,
da origem a uma Supernova. São objetos celestes que podem atingir um
brilho extremamente intenso, e geralmente com duração de apenas alguns meses.
Esse brilho pode ser milhões de vezes mais intenso do que o da estrela anterior
a explosão, e pode ser comparável ao brilho de uma galáxia inteira.
A explosão de uma supernova pode
expelir até cerca de 90% da sua massa para o espaço, e depois séculos, essa massa de gás pode ser vista como uma
nebulosa em forma esférica ou de anel. Pesquisas recentes de restos de SN
indicam que em nossa galáxia ocorre em média uma supernova a cada 50 anos. Mas mesmo com o atual sistema de monitoramento por
meio de poderosos telescópios, a grande maioria delas passa despercebida.
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| SN 1994D que explodiu na borda da
galáxia 4526 (constelação de Virgem) |
As supernovas são catalogadas,
segundo o ano e a ordem da ocorrência. Em nossa galáxia, só foram observadas,
até agora, apenas 3 supernovas: em 1054, 1572, 1604, as quais, devido à data,
não foram bem estudadas. E, além destas três, parecem ter havido mais supernovas
que explodiram na Via Láctea nos últimos 20.000 anos, sempre
em locais inobserváveis devido à poeira interestelar.
Classificação das supernovas:
Os primeiros estudos teóricos
sobre supernovas foram realizados pelo físico suíço Fritz Zwicky (1898 – 1974) Junto
com seu colega Walter Baade, Zwicky reconheceu dois tipos de supernovas: Tipo
I, cujo espectro de emissão não contém raias de absorção por hidrogênio, e Tipo
II, que mostram raias de hidrogênio muito alargadas.
Os estudos mais recentes exigiram
uma classificação mais detalhada das SN. Há 3 classes de supernovas tipo I, que
são Ia, Ib e Ic, e pelo menos 3 classes de SN tipo II. Essa classificação é
feita com base no espectro de luz das SN e também na sua curva de luminosidade,
ou seja, a maneira como a luminosidade aumenta e, após atingir seu pico,
decresce até finalmente tornar-se talvez invisível.
Somente as SN tipo Ia são
explosões de estrelas anãs brancas, e pode ser observadas tanto em galáxias elípticas,
quanto em espirais. As outras são explosões de estrelas gigantes que consomem
rapidamente o hidrogênio do seu núcleo, entram em crise energética e explodem
sem passar pelo estágio de anãs brancas e só ocorrem em galáxias espirrais.
Anãs brancas e Supernovas:
Uma anã branca é capaz de se
manter estável, evitando seu colapso gravitacional, desde que sua massa seja
inferior a cerca de 1,4 massas solares. Mas uma estrela anã branca pode ganhar
massa adicional se for parte de um sistema binário e se a sua companheira
também vier a se tornar gigante vermelha. Nesse caso, a anã branca começa a
absorver matéria da vizinha até que finalmente atinja o limite. Ao atingir esse
limite, ela se colapsa e seu núcleo atinge temperatura de bilhões de graus.
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Sistema de estrelas binárias em que uma é anã branca e a é gigante vermelha
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Elementos da tabela periódica:
Se não fossem as supernovas, a vida no universo
seria impossível considerando que a química existente seria excessivamente simples.
Uma vez que, no Big Bang só foram produzidos hidrogênio, hélio e um pouco de
lítio. Todos os outros elementos são sintetizados em estrelas massivas e em
algumas delas jogados no espaço em explosões de supernovas, qualquer que seja o
seu tipo. Nas explosões, as ondas de choque do gás em expansão são capazes de
suprir a energia suficiente para a síntese de todos os elementos da tabela
periódica. Se uma nova estrela se forma em gás enriquecido desses elementos e
essa estrela contém um sistema planetário, esses planetas podem apresentar uma
química complexa o bastante para que nela se desenvolva a vida. Como ocorreu
com o nosso Sol e seus planetas. A concentração de elementos pesados no
Sol sugere que ele na verdade seja uma estrela de terceira geração. Dessa
forma, pode se dizer que o sol foi gerado de gás produzido por uma (ou mais de
uma) supernova cuja estrela fora formada de restos de supernovas.
A NASA anunciou à imprensa a descoberta da mais recente Supernova da nossa galáxia, através da localização dos restos ainda em expansão. A explosão aconteceu há cerca de 104 anos, o que a torna a mais recente explosão na Via Láctea, levando em conta que a última explosão conhecida ocorreu em 1680.
A recente explosão não pode ser vista com telescópios ópticos já que ocorreu perto do centro da galaxia e foi embutida num campo denso de gás e pó. Porém, a sobra resultante pode ser vista por radiografia e telescópio a rádio.
Fontes: Observatório, Significados, Site Astronomia, wikipedia, UFO.