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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Estrela Cadente

O que é ?
O atrito de corpos sólidos, meteoritos, causam um fenômeno luminoso na atmosfera terrestre conhecido vulgarmente como estrelas cadentes.

Os meteoritos são pedras espacias que adentram a atmosfera numa velocidade aproximada de 250 mil km/h, com altura variando entre 90 a 130 km da superfície da terra, e por causa do atrito, estes corpos se incandescem. O show dura apenas alguns segundos, o destino de parte desses corpos é se desintegrar e ionizar o ar dando a origem a um rastro luminoso, já outros atingem a superfície, e em alguns casos causam estragos, os  são conhecidos como meteoros.

Em uma noite escura e sem nuvens, geralmente entre as fases minguante e crescente da lua, pode-se observar, cerca de dez estrelas cadentes no intervalo de uma hora, algumas com um estrondo parecido ao de um trovão bem distante.

A maior parte dos meteoritos vem de cometas que orbitam o Sol e ao passar perto dele, o calor faz com que partes se desprendam e sigam circulando a órbita do cometa, ao redor do sol. A terra, ao cruzar essa órbita, ou só de passar muito perto da mesma, acaba se chocando com esses pequenos pedaços sólidos. Já os meteoritos maiores, que causam estragos, surgem durante a colisão de asteroides, estes tem grande importância astronômica pois são úteis para identificar a origem e as características dessas rochas espaciais.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Titã - Saturno VI

   Titã, o sexto satélite elipsoidal de saturno, também chamado de Saturno VI é a segunda maior lua do sistema solar, vencendo inclusive nossa lua, além de ser o único conhecido por ter uma atmosfera densa e , além da nossa Terra, é o único que possui evidencias de corpos líquidos em sua superfície.

O nome:
Os titãs, segundo a mitologia grega, são seres anteriores aos desses do olimpo e por serem gigantes e extremamente fortes eram aliados de Saturno (Cronos) na guerra contra Júpiter (Zeus). Os titãs, liderados por saturno foram derrotados e confinados ao Tartáro após dez anos de guerra.

A descoberta: 
Até pouco tempo não era possível identificar Titã, uma vez que se encontrada acobertado por uma nevoa, todavia, foi lançada a sonda Huygens por entre a neblina, que tirou as primeiras fotografias da superfície da grande lua.
Sondas espaciais confirmariam a existência de atmosfera densa e semelhante à da Terra primitiva, composta de metano e carbono. Acredita-se possuir lagos de hidrocarbonetos, vulcões gelados e com ciclo interminável de chuva e evaporação. No entanto não chove água, e sim metano. O satélite é pensado como possível hospedeiro de vida de micróbios extraterrestres.

Ciclo do metano:

O provável ciclo de metano se assemelha, em partes, ao ciclo da água na terra. O metano nas temperaturas comuns de Titã encontra-se no estado gasoso, mas a atmosfera destrói gradualmente o metano que vai para a atmosfera superior. Os compostos mais complexos de carbono, formados a partir de metano são líquidos a essas temperaturas. Estes compostos caem sob a forma de chuva e formam lagos com alguns metros de profundidade. Os lagos aparentemente evaporam-se, mas nenhum processo químico ou físico nas condições de Titã permite a retransformação destes compostos novamente em metano. A maior parte do metano deve ter origem na superfície ou através de criovulcões (vulcões que funcionam a baixas temperaturas) que alimentam novamente a atmosfera e que depois condensam-se voltando a cair em forma de chuva de metano, completando o ciclo. 
A neblina:
Pensa-se que os hidrocarbonetos na alta atmosfera de Titã e em reacções resultem da quebra do metano pela luz ultravioleta do Sol, produzindo uma camada opaca de neblina. Esta neblina impediu que as primeiras sondas que observaram Titã pudessem ver a superfície, estimulando cientistas e curiosos.
Estações do ano:
Na superfície, a temperatura de Titã é de cerca de -179 °C. Nesta temperatura o gelo de água não sublima, criando uma atmosfera com praticamente nenhum vapor de água. As temperaturas variam pouco do equador para os pólos e do dia para a noite, tal como a Terra, Titã tem estações do ano, e cada estação do ano equivale a sete anos completos na Terra, já que Saturno demora quase 30 anos a dar uma volta ao Sol.
Titã tal como a lua Europa e o planeta Marte, está no topo da lista dos corpos celestes onde se pode encontrar formas de vida primitiva. Daqui a 5 bilhões de anos quando o Sol ampliar 50 vezes o seu tamanho, Titã vai receber a mesma quantidade de energia solar que a Terra recebe hoje. Hipoteticamente e por um curto período de tempo, o satélite poderia tornar-se num mundo oceânico onde a vida prospera.


Projeto da Nasa prevê envio de submarino para explorar mar de óleo em lua de Saturno

"Essa é mais uma evidência de que precisamos voltar para lá com uma missão, preferivelmente para pousar em um de seus mares. Só então entenderemos o que está acontecendo nesse lugar incrível."

quarta-feira, 23 de março de 2016

Supernovas

O que são supernovas? 

A explosão ocorrida pelo fim da vida de uma estrela super gigante, com aproximadamente 10 vezes a massa do Sol, da origem a uma Supernova. São objetos celestes que podem atingir um brilho extremamente intenso, e geralmente com duração de apenas alguns meses. Esse brilho pode ser milhões de vezes mais intenso do que o da estrela anterior a explosão, e pode ser comparável ao brilho de uma galáxia inteira.

A explosão de uma supernova pode expelir até cerca de 90% da sua massa para o espaço, e depois séculos,  essa massa de gás pode ser vista como uma nebulosa em forma esférica ou de anel. Pesquisas recentes de restos de SN indicam que em nossa galáxia ocorre em média uma supernova a cada 50 anos. Mas mesmo com o atual sistema de monitoramento por meio de poderosos telescópios, a grande maioria delas passa despercebida.

 SN 1994D que explodiu na borda da galáxia 4526 (constelação de Virgem)
As supernovas são catalogadas, segundo o ano e a ordem da ocorrência. Em nossa galáxia, só foram observadas, até agora, apenas 3 supernovas: em 1054, 1572, 1604, as quais, devido à data, não foram bem estudadas. E, além destas três, parecem ter havido mais supernovas que explodiram na Via Láctea nos últimos 20.000 anos, sempre em locais inobserváveis devido à poeira interestelar.

Classificação das supernovas:

Os primeiros estudos teóricos sobre supernovas foram realizados pelo físico suíço Fritz Zwicky (1898 – 1974) Junto com seu colega Walter Baade, Zwicky reconheceu dois tipos de supernovas: Tipo I, cujo espectro de emissão não contém raias de absorção por hidrogênio, e Tipo II, que mostram raias de hidrogênio muito alargadas.

Os estudos mais recentes exigiram uma classificação mais detalhada das SN. Há 3 classes de supernovas tipo I, que são Ia, Ib e Ic, e pelo menos 3 classes de SN tipo II. Essa classificação é feita com base no espectro de luz das SN e também na sua curva de luminosidade, ou seja, a maneira como a luminosidade aumenta e, após atingir seu pico, decresce até finalmente tornar-se talvez invisível. 

Somente as SN tipo Ia são explosões de estrelas anãs brancas, e pode ser observadas tanto em galáxias elípticas, quanto em espirais. As outras são explosões de estrelas gigantes que consomem rapidamente o hidrogênio do seu núcleo, entram em crise energética e explodem sem passar pelo estágio de anãs brancas e só ocorrem em galáxias espirrais. 

Anãs brancas e Supernovas: 

Uma anã branca é capaz de se manter estável, evitando seu colapso gravitacional, desde que sua massa seja inferior a cerca de 1,4 massas solares. Mas uma estrela anã branca pode ganhar massa adicional se for parte de um sistema binário e se a sua companheira também vier a se tornar gigante vermelha. Nesse caso, a anã branca começa a absorver matéria da vizinha até que finalmente atinja o limite. Ao atingir esse limite, ela se colapsa e seu núcleo atinge temperatura de bilhões de graus.

Sistema de estrelas binárias em que uma é anã branca e a é gigante vermelha


Elementos da tabela periódica:

Se não fossem as supernovas, a vida no universo seria impossível considerando que a química existente seria excessivamente simples. Uma vez que, no Big Bang só foram produzidos hidrogênio, hélio e um pouco de lítio. Todos os outros elementos são sintetizados em estrelas massivas e em algumas delas jogados no espaço em explosões de supernovas, qualquer que seja o seu tipo. Nas explosões, as ondas de choque do gás em expansão são capazes de suprir a energia suficiente para a síntese de todos os elementos da tabela periódica. Se uma nova estrela se forma em gás enriquecido desses elementos e essa estrela contém um sistema planetário, esses planetas podem apresentar uma química complexa o bastante para que nela se desenvolva a vida. Como ocorreu com o nosso Sol e seus planetas.  A concentração de elementos pesados no Sol sugere que ele na verdade seja uma estrela de terceira geração. Dessa forma, pode se dizer que o sol foi gerado de gás produzido por uma (ou mais de uma) supernova cuja estrela fora formada de restos de supernovas. 

A NASA anunciou à imprensa a descoberta da mais recente Supernova da nossa galáxia, através da localização dos restos ainda em expansão. A explosão aconteceu há cerca de 104 anos, o que a torna a mais recente explosão na Via Láctea, levando em conta que a última explosão conhecida ocorreu em 1680. 

A recente explosão não pode ser vista com telescópios ópticos já que ocorreu perto do centro da galaxia e foi embutida num campo denso de gás e pó. Porém, a sobra resultante pode ser vista por radiografia e telescópio a rádio.


Fontes: Observatório, Significados, Site Astronomia, wikipedia, UFO. 

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Buracos Negros

O que são? 
   Os buracos negros são fenômenos cósmicos que se originam do colapso de uma estrela, o restante de sua matéria fica limitado a uma pequena região, que logo dá lugar a um imenso campo gravitacional impossibilitando qualquer coisa de escapar da atração de sua força de gravidade, até mesmo a luz. A grande quantidade de matéria ou matéria em altíssima densidade é o que produz, teoricamente, um campo gravitacional forte o suficiente para impedir o escape da luz.

 Buraco Negro é uma "coisa" que de negro tem tudo, mas de buraco não tem nada.
Prof. Renato Las Casas 


   Até hoje a melhor teoria para explicar este tipo de fenômeno é a Teoria Geral da Relatividade, formulada por Albert Einstein. Mas, para entender melhor do que se trata um buraco negro é preciso entender alguns conceitos.
   A força da gravidade seria uma manifestação da deformação no espaço-tempo causada pela massa dos corpos celestes. Quanto maior a massa do corpo, maior a deformação e, por sua vez, maior a força de gravidade dele. Consequentemente, maior é a velocidade de escape, que é a força mínima a ser empregada para que um objeto possa vencer a gravidade deste corpo.
   Nos buracos negros há uma concentração de massa tão grande em um ponto tão infinitamente pequeno que a densidade é suficiente para causar tal deformação no espaço-tempo que a velocidade de escape neste local é maior que a da luz. Por isso nem mesmo a luz consegue escapar de um buraco negro. E, já que nada consegue se mover mais rápido que a velocidade da luz, nada pode escapar de um buraco negro.

O que tem dentro ? 
   Não é possível determinar com certeza o que se encontra em um buraco negro, a não ser que esteja dentro de um, mas há diversas suposições. Em 1974, Hawking descreveu como os buracos negros emitiriam radiação, processo conhecido como "radiação de Hawking", contudo, também apontou inicialmente que a radiação emitida por um buraco negro acabaria evaporando e todas as informações sobre cada partícula despareceriam para sempre.
   Em 2004, Hawking dividiu com o mundo um novo estudo, denominado “O Paradoxo da Informação em Buracos Negros”, em que mudava sua própria versão: em vez de absorver tudo, os buracos negros permitem que certas radiações escapem.

"Se cair em um buraco negro, não se renda", disse Hawking em uma entrevista coletiva em Estocolmo, na Suécia. "Há uma saída."

  Assegurando que essas estruturas não seriam um poço tão escuro como se pensa, Hawkins indicou que os humanos não desapareceriam ao cair em um buraco negro, mas permaneceriam como um "holograma" na margem ou "cairiam em outro lugar".


Como são detectados?
   Uma vez que nada sai de um buraco negro, nada de um buraco negro chega até nós. Desse modo a observação é indireta, através de sua ação sobre sua vizinhança. "Vemos" um buraco negro observando "coisas" que o rodeiam sob a ação do seu campo gravitacional ou então que "caem" em sua direção, também sob a ação desse mesmo campo gravitacional.
   Hoje acreditamos ser possível que toda grande galáxia tenha um buraco negro, de massa equivalente a milhões ou bilhões de estrelas, em seu centro. Esses buracos negros podem ter se formado no universo primitivo.

Buracos negros oceânicos? 
   Os vórtices oceânicos são grandes redemoinhos de agua que absorvem tudo que passa em volta deles e se equivalem, matematicamente, aos buracos negros do universo. Carregam uma “gota d’água gigante” de uma área do oceano para outra parte do mesmo.
   Vórtices são formados por pedações de água que, por alguma razão desconhecida se desprendem e saem girando independentemente pelo oceano, sugando tudo que flutua, exceto a própria agua. Podem durar ate dois anos, ainda que a maioria se dissipe em alguns meses.


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Constelações

O que são?
    Constelações são grupos de estrelas que aparentam estarem próximas uma das outras e que os astrônomos antigamente imaginavam formar figuras de pessoas, animais e objetos. Levando em conta que as estrelas de uma constelação estão em distâncias diferentes, pode se dizer que as constelações são criações humanas. 



    Uma constelação determina uma região do céu associada ao grupo de estrelas e serve para separar o céu em porções menores, mas identificá-las é em geral muito difícil. Elas também nos ajudam a localizar determinados eventos ou objetos celestes no céu, e na antiguidade eram usadas para identificar estações do ano. Por exemplo, a constelação do Escorpião é típica do inverno do hemisfério sul, já que em junho ela é visível à noite toda. Já Órion é visível à noite toda em dezembro e, portanto, típica do verão do hemisfério sul. Alguns historiadores suspeitam que muitos dos mitos associados às constelações foram inventados para ajudar os agricultores a lembrarem quando deveriam plantar e colher.

ENEM 2015, questão sobre trabalho medieval de acordo com as estações do ano.
   Dependendo de sua localização no céu, as constelações podem ser divididas em:
– constelações boreais, fazem parte do hemisfério norte celeste.
– constelações austrais, fazem parte do hemisfério sul celeste.
– constelações equatoriais, fazem parte de uma faixa ao longo do equador celeste.
– constelações zodiacais, fazem parte de uma região próxima da linha da eclíptica.

Constelação de Orion

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Estrelas

O que são? 
   Estrelas são grandes esferas luminosas constituídas por plasma que se mantém unido devido as forças gravitacionais. O brilho cintilante que o astro emite o distingue dos planetas.
   A estrela mais próxima da Terra é o Sol, fonte da maior parte da energia do planeta. Outras estrelas são visíveis da Terra durante a noite, quando não são bloqueadas por fenômenos atmosféricos, como as nuvens



Ciclo de vida:
   Pode dizer-se que as estrelas têm um ciclo de vida, ou seja elas nascem (formam-se), crescem (vão-se desenvolvendo e transformando) e acabam por morrer (transformam-se num outro objeto celeste). 
  
Nascimento: 
  As estrelas formam-se a partir do colapso de uma nuvem de material composta principalmente por hidrogênio e vestígios de outros elementos mais pesados. Para que o núcleo estelar possa ser suficientemente denso, parte do hidrogênio é gradualmente convertido em hélio pelo processo de fusão nuclear. Esse "nascimento" pode levar um milhão de anos, o que não é muito tempo quando se fala de estrelas.

Gigante vermelha
   Depois que a estrela se forma e durante a maior parte de sua vida, seu tamanho não aumenta nem diminui. Quando acaba o combustível, desliga-se o reator, a estrela não consegue suportar mais o peso das camadas que estão perto do centro, que ao desabar sobre o centro  faz com que aumente a temperatura e a produção de energia, a ponto de empurrar para fora as camadas externas da estrela. É nesse estágio que ela recebe o nome de estrela gigante vermelha. 

Nebulosa planetária 
   Se a estrela for das mais "magrinhas", mais ou menos como o Sol, ela começa a tremer, a tremer, até expulsar de uma vez só toda sua camada externa. Acontece que essa camada se espalha lentamente pelo espaço, aumentando cada vez mais de tamanho e adquirindo um brilho intenso. Isso pode ser observado num telescópio. Nessa fase, a estrela é uma nebulosa planetária, um dos corpos mais bonitos do céu.

Supernova

   Se a estrela for mais "gordinha", digamos, oito vezes mais pesada que o Sol, sua morte é mais violenta e espetacular. Esgotado o combustível, ela também fica instável e sofre as mesmas tremedeiras que as outras. Mas a matéria é tanta que a queda sobre o núcleo é muito violenta. A estrela pode até acabar explodindo, formando uma supernova: a parte externa é expulsa violentamente para o espaço, enquanto a parte interna - o núcleo - fica  pequena e muito densa.

Buraco Negro 

   Se a estrela for mesmo muito "gordona", trinta vezes mais pesada que o Sol, ou ainda mais quando acaba o combustível, as partes externas caem sobre o núcleo de uma forma violentíssima. Na verdade, a atração em direção ao núcleo é tão forte que nada consegue escapar, nem mesmo a luz. Como a luz não escapa, esse corpo é escuro. Por isso, recebe o nome de buraco negro.

Que tipos de estrelas existem? 
  • Supernovas
  • Estrela de Neutrões 
  • Anãs Brancas
  • Buracos Negros
  • Quasar

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Matéria escura

O que é ?

    É uma parte do Universo que os astrônomos sabem que existe, mas ainda não sabem exatamente o que é. Consegue-se medir sua existência por meio de força gravitacional, por isso é chamada matéria. E não emite nenhuma luz, o que dificulta o seu estudo já que as observações são feitas a partir da luz ou de outra radiação eletromagnética emitida ou refletida pelos astros. Como a matéria escura não faz parte de nenhuma dessas situações, é "invisível".
    Na década de 1930, o astrônomo Fritz Zwicky calculou a massa de algumas galáxias e percebeu que ela era 400 vezes maior do que sugeriam as estrelas observadas, logo entende-se que matéria escura é um material cósmico invisível com pelo menos 5 vezes a massa de galaxias e estrelas visíveis juntas. 
     É importante ressaltar que é graças à matéria escura que uma galáxia se mantém unida. Esta é uma das principais razões dos cientistas acreditarem que essa matéria realmente existe, pois apenas a força gravitacional não seria suficiente para manter toda uma galáxia unida, com as estrelas girando em torno do seu núcleo.
    Existem várias teorias sobre o que seria a tal massa escura. O mais provável é que ela seja feita de partículas subatômicas, menores que nêutrons, prótons e elétrons e ainda indetectáveis pelos atuais instrumentos de medição dos cientistas. 

Matéria Escura e Buraco Negro?
   "A massa escura é um componente do Universo, sem luz, enquanto o buraco negro é um objeto astrofísico com um campo gravitacional tão forte que não deixa nem mesmo a luz escapar", afirma o astrônomo Enos Picazzio, da Universidade de São Paulo 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

O que é uma galáxia?

    Estrelas, planetas, gás, poeira, gravidade e matéria escura são palavras chaves para definição de galáxia. O seu tamanho varia, já que algumas possuem “apenas” alguns milhões e outros vários trilhões de estrelas que orbitam em torno do centro da galáxia. A região central é conhecida bojo, e a região em volta é conhecida como disco.

Nossa galáxia:

    A Via Láctea tem uma estrutura em espiral constituída por várias centenas de milhares de milhões de estrelas. Tem cerca de 100.000 anos-luz de diâmetro, o  bojo tem aproximadamente 6.000 anos-luz de espessura, e o disco tem cerca de 2.000 anos-luz de espessura. O Sistema Solar orbita em volta do centro da galáxia a uma velocidade de aproximadamente 240 km/s, demorando cerca de 200 milhões de anos a completar uma volta. 


Existem 3 tipos principais de galaxias: elípticas, espirais e irregulares

  • Elípticas: apresentam uma forma esférica ou elipsoidal, as suas estrelas são maioritariamente estrelas velhas. Este tipo é designado pela letra E seguido de um número que pode ir de 0 a 7. Uma galáxia E0 tem uma forma quase esférica e uma E7 tem uma forma bastante alongada. 

  • Espirais: apresentam uma estrutura em espiral em volta do núcleo. As espirais subdividem-se em outros dois tipos:
                   - Normais: designadas pela pela letra S, e caracterizam-se por um disco em que os braços em espiral surgem a partir do núcleo galáctico; 
                   - Barradas:  designadas por SB, possuem a particularidade de os braços em espiral emergirem das extremidades de uma concentração de material em forma de barra.


 Normais (S)                                                      Barradas (SB) 

  • Irregulares: designadas por Ir, possuem uma estrutura desordenada, não possuem uma forma geometricamente regular.



domingo, 7 de fevereiro de 2016

Nebulosas

O que é uma nebulosa?


    Uma nebulosa é uma nuvem interestelar constituída por poeira, hidrogênio, hélio e outros tipos de gases. Inicialmente, o termo “nebulosa” era aplicado a qualquer objeto de aspeto difuso. Por exemplo, antes de se conhecer a natureza das galáxias, estas eram também consideradas como nebulosas. um exemplo é a galáxia de Andrômeda
.
Distância da Terra: 2,54 milhões de anos-luz 

Existem vários tipos de nebulosas, sendo elas nebulosas de emissão, nebulosas de reflexão, nebulosas escuras, nebulosas planetárias e nebulosas remanescentes de supernovas.

  • Nebulosa de emissão: é constituída por gás que emite energia. Essa energia é proveniente de uma ou de várias estrelas próximas. É muito frequente este tipo de nebulosa ter uma coloração vermelha devido à presença de hidrogênio.  Um exemplo é a nebulosa de Órion.

Distância da terra:1.344 anos-luz

  • Nebulosas de reflexão:  são nuvens de poeira que simplesmente refletem a luz de uma ou mais estrelas vizinhas. Elas não são quentes o suficiente para provocar a ionização no gás da nebulosa , mas são brilhantes o suficiente para tornarem o gás visível. Por isso, o espectro das nebulosas de reflexão é semelhante ao das estrelas que as iluminam. Um exemplo são as Plêiades.
Distância da Terra: 444,2 anos-luz  
  • Nebulosa escura: é uma nuvem de poeira e gás frio, que não emite luz visível, que esconde as estrelas que ela contém. No entanto, a poeira que formam estas nuvens têm um diâmetro médio de 1 micron (0,001 mm). Sua densidade é a de fumaça de cigarro. Um exemplo é a nebulosa Cabeça de Cavalo.
    Distância da Terra: 1.500 anos-luz
  • Nebulosas planetárias: são os restos de estrelas. O nome "nebulosa planetária" vem das primeiras observações desses objetos, por vezes, têm um aspecto circular. No final da vida de uma estrela, esta brilha especialmente no ultravioleta. Esta radiação ilumina o gás anteriormente expulso por radiação ionizante, e, assim, forma uma nebulosa planetária. Um exemplo é a nebulosa Helix
Distância da Terra: 694,7 anos-luz
  • Remanescente de supernova: é um invólucro de gás, composta com os restos mortais de uma estrela que foi destruída por uma violenta explosão, supernova, marcando a morte desta. Esta violenta explosão gera uma onda de choque e ejeta o material estrelar da antiga estrela que se afasta a grande velocidade do núcleo estelar levando consigo, tudo que estiver em seu caminho. Emitem bastante brilho e a mais famosa é a nebulosa do Caranguejo.
Distância da Terra: 6.523 anos-luz


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Nebulosa Medusa

    O processo de formação de uma nebulosa planetária leva tipicamente, em torno de milhares de anos – um mero piscar de olhos na expectativa de vida total de uma estrela. Após esta fase, as estrelas perto de morrer queimam lentamente e se transformam em anãs brancas


                                                                  Nebulosa medusa

    Com aproximadamente quatro anos-luz de diâmetro, a Nebulosa da Medusa está localizada a cerca de 1,5 mil anos-luz de distância da Terra na direção da constelação de Gêmeos. Apesar de seu tamanho, seu brilho é extremamente tênue, o que a faz um objeto difícil de ser observado.



O porquê do nome:

O nome foi dado pelo mito grego.

   Medusa era uma das três górgonas, criaturas horrendas que  no lugar de cabelos possuíam serpentes e com o olhar capaz de transformar qualquer um em pedra se este a olhasse. Filha de Forcis e sua irma Ceto,  medusa era a única mortal e por isso foi alvo do herói grego Perseu, que a matou.
  A relação entre a nebulosa e o mito se da através dos característicos cabelos de serpente que na nebulosa estão representados pelos filamentos brilhantes de gás que saem dela. Conforme a estrela no centro desta nebulosa faz a sua transição para a aposentadoria, ela derrama suas camadas exteriores no espaço, formando esta colorida nuvem.