sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Reiniciados, Teri Terry

   E se a solução para todos os problemas carcerários do país fosse simplesmente reiniciar as pessoas?

Sem superlotação de cadeias, sem corrupção, sem criminosos.

  O livro “Reiniciados” de Teri Terry aborda um tema distópico, que mostra como alternativa um mundo regido por uma lei na qual qualquer erro ou ameaça ao governo faz com que você se torne um reiniciado.   

                                   "Você saberia o que é verdade se sua mente 
                                                 tivesse sido apagada?"

“As lembranças de Kyla foram apagadas, sua personalidade foi varrida e suas memórias estão perdidas para sempre. Ela foi reiniciada. Kyla pode ter sido uma criminosa e está ganhando uma segunda chance, só que agora ela terá que obedecer as regras. Mas ecos do passado sussurram em sua mente. Alguém está mentindo para ela, e nada é o que parece ser. Em quem Kyla poderá confiar em sua busca pela verdade?”


   Quando se trata de uma distopia tentamos relacionar, inconscientemente, o mundo em que vivemos com o mundo do livro. Ainda que sejam completamente diferentes, alguns aspectos nos lembram da atual realidade ou talvez uma realidade passada. No caso de Reiniciados que se passa na Inglaterra, 50 anos na frente, me recordo da  época de ditadura, na qual liberdade de expressão é igualada a um crime.
   O livro já começa com Kyla sem memórias, no hospital. Esse é um dos fatores que torna o livro mais interessante, assim com ela não sabe quem é, nós também não sabemos. Vivemos o que ela vive, procuramos o que ela procura, e tentamos lembrar quem foi Kyla e o que ela fez pra se tornar reiniciada. 
   A lei prega que até os 16 anos de idade, todos possui uma segunda chance, após o reinício, passam alguns dias no hospital reaprendendo a andar, a comer, a ler, a agir como um humano. E então são adotadas por famílias. Cada reiniciado carrega em seu braço um Nivo, uma espécie de relógio que mede as emoções, se marcar um nível muito baixo, o Reiniciado morre, se o retirar, o Reiniciado morre.
   Kyla, sente que algo não esta certo, ela tem pesadelos todas as noites sobre uma Kyla que ela não conhece. Aos poucos  vai descobrindo que a verdade que ensinaram pra ela pode não ser a verdade que ela se lembra. E como saber o que é certo quando não se tem passado.

“Talvez seja mesmo essa a resposta. Sou uma página em branco. Uma página sem graça." (p. 18)”
 
   O fim do primeiro livro é tão confuso quanto o começo, uma confusão que nos deixa desesperado para terminar toda a serie de uma vez. Vale a pena ver o ponto de vista de uma criminosa sem passado e sem memória.



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